terça-feira, 8 de julho de 2008

Pessoas felizes

Em cerca de 90% dos wireframes que produzimos aqui na TV1 temos que prever na home um espaço para um destaque principal ou para uma TV Flash. E qual é o uso feito desse destaque principal? De novo, em 90% dos casos (este números são mera intuição, não têm o menor valor estatístico) são usados por uma imagem de pessoas felizes (ah, claro, e se possível entre elas um negro e um oriental, pra mostrar que somos multiraciais/multiculturais).

Será que todo site precisa mesmo de imagem de pessoas felizes? Será que não está na hora de pensarmos - arquitetos, designers e clientes - em um outro formato?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Navegação por públicos

Em algum momento da história da internet descobriu-se que era possível orientar um site por públicos. As empresas sempre se comunicaram com diferentes públicos e começaram a querer fazer uma área do site para cada um desses públicos. Então a faculdade faz seu site com áreas para futuros alunos, alunos, pesquisadores, empresas, etc; o site do plano de saúde tem áreas para clientes, médicos, corretores e empresas; e assim por diante.

A segmentação por públicos é uma prática antiga no mercado editorial. As editoras costumavam dividir suas publicações entre os públicos masculino, feminino e infantil. Então, determina-se que Placar é uma revista para o público masculino, ainda que eu seja leitora.

Mas isso começou a mudar. Uma revista como a Vida Simples, por exemplo, é masculina ou feminina? E a Exame? E a Galileu?

Muito mais coerente é segmentar por tema: qualidade de vida, economia, esportes, etc. Um público pode ter interesses muito variados e fora do que convencionou-se ser seu interesse. Uma mesma pessoa pode desempenhar vários papéis.

Por isso a segmentação de um site por públicos, ainda que num primeiro momento pareça fazer muito sentido, deve ser analisada com muito cuidado. No fim, ela pode acabar sendo apenas uma replicação de conteúdo, com abordagens que na prática não se mostram tão diferentes.

Normalmente uma segmentação por públicos se mostra pertinente quando há uma área fechada, logada. Como no caso dos bancos, que possuem uma área para clientes e outra para não clientes.

Para se comunicar com diferentes públicos não é preciso criar áreas específicas para eles. Basta disponibilizar a informação de maneira clara. As pessoas sabem selecionar o que lhes interessa.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Navegando em alemão

Recebi o link de um site que eu suponho ser alemão ou holandês, mas não tenho certeza. Certezas eu tenho duas: não entendo o idioma do site e o site é muito interessante. A proposta do autor foi fotografar as embalagens de comidas prontas e depois fotografar a comida em si, mostrando a cruel diferença entre a propaganda e a realidade.

Mas o assunto aqui não é esse. O que me chamou a atenção é que mesmo sem entender patavina de alemão, holandês ou de seja lá qual for esse idioma, eu consegui navegar com facilidade pelo site, pois sua arquitetura é bastante simples.

Acho que esse é um bom teste de usabilidade: se o usuário conseguir navegar por um site cujo idioma ele desconhece, o site é bom!

Clique aqui para ver o site, vale a pena, as fotos são muito boas.










terça-feira, 8 de abril de 2008

Janelas, muitas janelas

Entrei no site da Benetton e a minha primeira impressão foi ótima. Gostei das linhas básicas da arquitetura, da navegação nos primeiros níveis, da hierarquia e da seleção de informações na home. Comecei a navegar e me decepcionei um pouco com o conteúdo. Queria algo menos conceitual, queria ver as peças de roupas em detalhes e não apenas as belas fotos de closes de modelos.

Mas a decepção veio mesmo ao clicar no primeiro item do menu institucional, localizado no rodapé. O conteúdo abriu uma nova janela do meu navegador com um novo site. A navegação é muito parecida com o site original, mas é um novo site.

E isso acontece a cada item desse menu do rodapé que você clica. Em todos os sites. Cada item é uma nova janela, um novo site. Depois de navegar um pouco pela Benetton, veja como ficou meu navegador: Tenho certeza que há outra maneira de se fazer isso. E espero que haja um motivo muito específico para essa (i)lógica de navegação. Talvez uma maneira de evocar o trânsito de Roma, sempre tão caótico...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Carros e sites

O designers da indústria automobilística têm o desafio de desenharem carros inovadores, bonitos, exclusivos dentro das limitações impostas pelo modelo consagrado das quatro rodas, da direção do lado esquerdo, da posição do câmbio, dos pedais e dos instrumentos do painel e por aí vai.

Um desafio talvez parecido com o dos arquitetos de informação e designers de sites, que também têm que desenhar sites inovadores, bonitos, exclusivos dentro das limitações impostas pela resolução de tela, usabilidade, acessibilidade, tecnologias utilizadas e por aí vai.

Talvez a grande diferença entre um mercado e outro esteja na visão dos clientes. Enquanto o pessoal da indústria automobilística lida muito bem com as limitações e convenções estabelecidas em seu negócio, o pessoal do marketing de outros mercados (ou desse mercado mesmo, mas quando está olhando para um site e não para um carro) não encara os sites dessa maneira.

Fazendo um paralelo, se os clientes fizessem aos projetistas de automóveis os mesmos pedidos que fazem aos arquitetos de informação e designers, provavelmente iriam pedir um carro de cinco rodas, com direção no teto, pedais na laterais, uma porta apenas.

Temos de ter paciência para esperar o amadurecimento da visão sobre o que deve ser realmente inovador e exclusivo nos nossos sites.

sexta-feira, 28 de março de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sem saída

O cliente foi mudando de idéia, pedindo alterações atrás de alterações, não seguiu as recomendações do arquiteto, olha só o que aconteceu!



A foto me foi enviada pelo Maurício Alcântara, mas nós desconhecemos o seu autor ou onde ela foi tirada.